Estratégias de virtualização de Ethernet no ambiente POWER

Um dos objetivos da maioria dos administradores de sistemas é fazer o possível para planejar e implementar seus servidores para prover redundância e tolerância a falha. Caso ocorra uma falha em um componente de hardware, a aplicação deverá continuar disponível e, se possível, sem nenhuma interrupção.

Particularmente no ambiente POWER, a virtualização de I/O necessita de um componente adicional chamado Virtual I/O Server (VIOS) – um software appliance, baseado em AIX, cuja função é compartilhar as interfaces físicas entre as outras partições no mesmo servidor POWER, fazendo a interface entre a infraestrutura física e virtual. Neste contexto, as partições que utilizam o VIOS para acesso aos dispositivos de I/O são chamadas de partições cliente.

Considerando então que este componente é fundamental para acesso aos dispositivos de I/O e que também está sujeito à falhas, tipicamente sua implementação é feita através do provisionamento de dois servidores VIOS, evitando assim o ponto único de falha.

Porém, apenas instalarmos dois servidores VIOS não é o suficiente para conseguirmos partições com tolerância a falha. Suas configurações devem ser feitas levando em conta esta arquitetura.

Cientes disto, veremos a seguir quais são as estratégias de implementação da infraestrutura de Virtual Ethernet quando estamos trabalhando com dois servidores VIOS.

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Otimizando o desempenho do KVM em sistemas NUMA

Virtualização, atualmente, significa mais do que apenas consolidar servidores subutilizados. Ultrapassamos a época em que a virtualização em x86 era apenas utilizada para cargas de trabalho pequenas, dada as limitações de escalabilidade e o impacto no desempenho causado pelo hypervisor.

Parece que chegou a vez dos grandes servidores terem o seu lugar ao sol, ou melhor, na nuvem.

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Escrevendo por debaixo dos panos

Para aumentar o desempenho de escrita, limitar o número de dirty pages na memória, reduzir o overhead e minimizar a fragmentação de disco, o AIX implementa em seus sistemas de arquivos um mecanismo conhecido como Write-Behind.

Existem dois tipos de Write-Behind: sequencial e randômico.

No Write-Behind sequencial, o sistema organiza os arquivos armazenados na memória cache em clusters – conjunto de páginas de memória cujo tamanho é 16 KB (4 páginas) para o sistema de arquivos JFS e 128 KB (32 páginas), por padrão, no JFS2.

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/proc/sys/vm/swappiness

Existe muito mito e informação errada sobre o parâmetro swappiness do Linux. Afinal, do que ele realmente se trata?

A resposta curta: swappiness é um valor, cujo padrão é 60, usado para calcular a tendência do sistema operacional de mover dados para a memória swap em vez de usar o filesystem cache nas situações de falta de memória RAM.

Agora, a resposta completa.

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